Todo estudante, técnico, engenheiro e hobbista de eletrônica deverá, em algum momento projetar e construir uma placa de circuito impresso para execução de seus projetos, que poderão abranger diversas áreas. Para quem executa projetos na área da robótica, mesmo com as facilidades de um sistema embarcado e diversos shields disponíveis, terá que construir uma placa de circuito impresso para implementar outras funcionalidades ao robô, como sensores especiais e drivers de motor. O perfeito funcionamento do sistema dependerá diretamente desta placa de circuito impresso.

 

 


 

Autor: Wagner Rambo
Área: Eletrônica
Nível: Intermediário

 

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Construção Artesanal de Placas de Circuito Impresso

 

 

1 – Introdução

 

Este tutorial tem por objetivo, auxiliar os projetistas na execução dessas placas, utilizando o método artesanal. O método artesanal é o mais simples e econômico de se confeccionar um circuito, já que utiliza ferramentas discretas e de fácil obtenção, entretanto, como todo método prático, requer certos conhecimentos e técnicas para uma perfeita execução. Técnicas essas que serão abordadas, passo a passo ao longo deste tutorial. Circuito impresso é uma placa com material isolante (tipicamente fenolite ou fibra de vidro), com uma fina camada de material condutor (geralmente cobre), que visa substituir os chassis de metal que eram utilizados em aparelhos antigos para as interligações do circuito eletrônico (figura 1.0).

 

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Figura 1.0: Exemplo de placa de circuito impresso.

 

2 – Etapas de um Projeto

 

Uma sequência lógica deve ser respeitada em qualquer projeto. Na confecção de placas de circuito impresso não poderia ser diferente. A figura 2.0 traz o diagrama em blocos da sequência de etapas recomendada a um projeto de eletrônica ou robótica, partindo-se da suposição de que o projeto teórico já está pronto e o usuário já possui o diagrama esquemático desenvolvido do circuito que deseja executar.

 

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Figura 02: Etapas de um projeto.

 

O primeiro bloco é o que diz respeito ao diagrama esquemático do circuito a ser produzido. Caso o projeto não seja de nossa autoria, sempre que o tiramos de algum livro, revista ou apostila é aconselhável que o mesmo seja cuidadosamente analisado para ver se há uma coerência. Para isso, os conhecimentos teóricos são essenciais. A figura 2.1 mostra um exemplo de diagrama esquemático.

 

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Figura 2.1: Diagrama esquemático, exemplo ilustrativo.

 

Mesmo havendo dúvidas a respeito da veracidade do esquema elétrico, pode-se comprovar seu funcionamento prático, e este é o papel do segundo bloco, o teste do circuito em protoboard (matriz de contatos). A protoboard (figura 2.2) é ferramenta indispensável na bancada de trabalho, pois tem a principal vantagem de interconectar os componentes sem o uso de solda, podendo estes serem reutilizados para outros projetos caso o circuito não funcione.

 

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Figura 2.2: Protoboard (matriz de contatos).

 

Comprovado o funcionamento do circuito na prática com a ajuda da protoboard, passamos a idealização do lay-out, que é o quarto bloco da figura 2.0. O lay-out é o desenho físico em tamanho real do circuito impresso a ser concebido, nele encontramos, além de todas as trilhas e ilhas de ligação, a máscara dos componentes que serão soldados na placa (figura 2.3).

 

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Figura 2.3: Lay-out de um circuito impresso, exemplo ilustrativo.

 


É claro que nem sempre este lay-out está disponível junto com o circuito a ser construído, cabendo ao próprio montador a tarefa de projetá-lo. Ao contrário do que muitos pensam, o projeto de um lay-out não é coisa de outro mundo, pois basta um pouco de conhecimento teórico eletrônico, bem como o conhecimento do aspecto físico real dos componentes utilizados na montagem.
Aqui vão algumas dicas úteis na hora de se idealizar e desenhar o lay-out:
- O desenho do lay-out é totalmente dependente do diagrama esquemático, portanto a interpretação de diagramas é vital para sua concepção.
- Não desenhe aleatoriamente. Siga sempre uma sequência lógica (da esquerda para a direita, por exemplo).
- Faça o desenho matriz em uma folha ofício. Jamais elabore um lay-out diretamente na placa de fenolite ou fibra.
- Tenha sempre todos os componentes a mão, para poder basear-se nas dimensões exatas de seus aspectos físicos.
- Use uma régua para medir milimetricamente os detalhes do componente quando não se tiver absoluta certeza de seu tamanho.
- Para cada trilha, inicie marcando os pontos onde serão feitos posteriormente os furos da placa, em seguida realize as interligações.
- Se necessário utilize jumpers para evitar trilhas muito longas. Lembre-se: trilhas muito longas podem ser equivalentes a pequenas indutâncias e trilhas paralelas muito compridas podem representar capacitâncias parasitas em alguns casos, prejudicando o funcionamento do circuito.
- Muitas vezes torna-se necessária a construção de um lay-out com um tamanho específico de placa. Isso ocorre normalmente quando uma placa de circuito precisa ser bem pequena para caber em determinado local. Não tenha pressa. Desenhe e redesenhe o lay-out quantas vezes precisar até obter o tamanho de placa desejado. As vezes pode ser necessário desenhar o lay-out até 10 vezes para se conseguir uma placa nas dimensões requeridas!
- Componentes como trimpots, relés, alguns transistores e circuitos integrados devem ser encaixados sob medida na placa devido ao seu formato. Portanto estes componentes necessitam de uma atenção extra na hora de idealizar sua posição no lay-out.

 

3 – Ferramentas

 

A montagem artesanal de placas utiliza uma quantidade reduzida de ferramentas. A maioria das ferramentas pode ser facilmente encontrada no comércio local e os materiais mais específicos, por sua vez, nas lojas especializadas de componentes eletrônicos. O investimento também é reduzido. As principais ferramentas necessárias para a montagem artesanal de uma placa de circuito impresso podem ser visualizadas na figura 3.0.

 

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Figura 3.0: Ferramentas utilizadas na construção artesanal de PCI: 1-Cortador, 2-Palha de aço, 3-Martelo, 4-Punção, 5-Mini furadeira, 6-Caneta PCI, 7-Régua, 8-Pincel pequeno.

 

Não estão relacionadas na lista da figura 3.0: as chapas virgens de fenolite ou fibra de vidro e o percloreto de ferro (ambos vendidos em lojas de componentes eletrônicos), nem a tinta utilizada na pintura das placas corroídas (esta será citada mais a frente). O cortador de placas utilizado em nossos projetos requer uma atenção especial, já que ele tem a função de marcar a placa no ponto em que esta será dividida, obtendo-se o tamanho desejado. Esse cortador/marcador pode ser “fabricado” pelo próprio montador, já que esta ferramenta é dificilmente encontrada avulsa no mercado, que prefere vendê-la juntamente com kits caros de confecção de placa PCI. Para fazer um cortador caseiro porém eficiente, basta afiar no esmeril um pedaço de serra de ferro já gasta, aproveitada de um arco de serra e fixá-la em um cabo plástico ou mesmo de madeira (figura 3.1).

 

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Figura 3.1: Ferramenta construída para cortar as placas de circuito impresso.

 

Certamente a palha de aço (bombril, assolan, etc), será encontrada com facilidade em super mercados ou armazéns. Para o martelo, aconselhamos os de pequeno porte, pois não queremos causar danos à placa na hora de marcar os pontos a serem perfurados. O punção pode ser feito com uma pequena barra de aço afiada no esmeril, ou um prego médio. A mini furadeira é vendida separadamente nas lojas especializadas de materiais eletrônicos, mas também pode ser usado no lugar o perfurador de placas (ferramenta semelhante a um grampeador). Em último caso, a broca de 1mm pode ser adaptada a um pequeno motor dc, ligado com fonte de alimentação ou bateria.
A caneta PCI também é encontrada em loja de eletrônicos, mas as canetas de marcar CD (ou de retroprojetor), que são vendidas em papelarias ou informáticas, também podem ser utilizadas. A régua ideal é a de 30cm transparente. O pincel pequeno pode ser adquirido em qualquer loja de tintas.
O investimento em ferramentas, como pode ser visto, não é muito elevado e materiais alternativos podem ser utilizados, desde que desempenhem a mesma função e não prejudiquem o acabamento final da placa.

 

 

4 – Construção Artesanal: Passo a Passo

 

Agora que temos os conhecimentos teóricos necessários para a montagem de um circuito impresso, passaremos a parte prática, esta que, por ser totalmente versátil, será utilizada em qualquer projeto de montagem artesanal. Serão apresentados, um a um, todos os passos para a montagem artesanal de uma placa de circuito impresso, com todas as ilustrações e explicações, para que quaisquer dúvidas sejam esclarecidas por parte do projetista.

 

- Passo 1: Medir e marcar a placa a partir do lay-out

De posse do lay-out da placa, seja ele retirado de revistas/livros ou mesmo projetado pelo próprio montador, efetua-se as medidas do mesmo. Essa tarefa será realizada com o auxílio da régua de 30cm transparente, etapa que pode ser visualizada na figura 4.0.

 

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Figura 4.0: Com o lay-out em mãos, utiliza-se a régua para medir o comprimento dos lados da placa.


Agora que temos as medidas da placa, iremos transferi-las para a placa de circuito impresso para a mesma ser cortada posteriormente. A importância de se efetuar a divisão da placa é devido a não encontrarmos todos os tamanhos no comércio que satisfaçam as medidas de todos os projetos. Placas de formato 15x15cm ou 20x20cm são as mais comuns. Mas e se o projeto necessitar uma placa com medidas 11,2 x 18,6cm? Certamente não encontraríamos uma placa nessas dimensões a venda no comércio, daí a necessidade de cortá-la no tamanho exato para nossa aplicação. Antes do corte, iremos marcar os pontos exatos, a partir das medidas tiradas da revista/livro pela régua. Com um pequeno marcador iremos “desenhar” no cobre da placa, os pontos de divisão. O marcador pode ser uma agulha de crochê afiada no esmeril ou um simples prego. Observe a marcação sendo feita na figura 4.1.

 

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Figura 4.1: Com o auxílio de um marcador (ou prego), marca-se a chapa de fenolite onde será realizado o corte.

 

- Passo 2: Cortar a placa para obter o tamanho desejado

Conforme já foi mencionado, não encontramos no mercado placas com as medidas específicas para todos os projetos. As medidas de placas virgens de fenolite (ou fibra) mais comuns vendidas no comércio são 5x5, 10x10, 15x15, 20x20 ou 30x30cm e embora também possa-se encontrar outras dimensões (10x20 ou 12x25cm, por exemplo). Devido a este problema, o próprio montador deverá realizar o corte da placa, nas medidas desejadas para tornar o projeto possível. Com auxílio do marcador e agora com uma régua de alumínio (ou qualquer chapa metálica reta), será traçada a linha exata em que ocorrerá a divisão da placa. Segure a régua de alumínio bem firme sobre a placa de fenolite e com a outra mão deslize e pressione o cortador sobre o cobre. Repita o processo até obter uma depressão em linha, sem nenhum cobre. Para placas de fibra de vidro ou dupla face, aconselha-se traçar essa linha em ambos os lados, para facilitar a divisão. Tome o cuidado para que ambas as linhas fiquem perfeitamente alinhadas nesses casos. Observe a figura 4.2.

 

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Figura 4.2: Utilizando o cortador e uma régua de alumínio, traça-se a linha onde a placa será dividida.

 

Abaixo, na figura 4.3, observe como ficou a “linha” que traçamos com o cortador, no cobre da placa.

 

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Figura 4.3: Placa pronta para ser dividida.

 

- Passo 3: Dividindo a placa

Agora que marcamos a linha de divisão da placa com o cortador, chegou a hora de dividir a mesma, obtendo assim, o tamanho desejado para o projeto. Como foi realizada uma depressão, removendo o cobre em uma linha específica, poderemos destacar a placa, a fim de separá-la do restante. Com os polegares bem firmes no lado do cobre, e os demais dedos na face oposta da placa, iremos forçá-la num movimento rápido e preciso, para assim destacá-la sem causar danos como trincados e arranhões. Para áreas maiores de placas de fenolite ou fibra, o ideal é apoiar a placa firme sobre a bancada e colocar uma régua pesada em cima da linha. E então com um movimento rápido, efetua-se também a divisão. Veja na figura 4.4, como destacar uma placa de área pequena.

 

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Figura 4.4: Apoiando os polegares, um em cada lado da placa, e os demais dedos na face oposta, efetua-se a divisão para enfim sobrar a área do lay-out desejado.

 

Após efetuar a divisão da placa, utilize lixa fina para deixar o corte bem liso, tomando cuidando para não arredondar os cantos da placa por lixamento excessivo. Em alguns casos, apenas passando uma palha de aço com força na lateral em que se realizou o corte, já é o bastante. Na figura 4.5 pode-se observar a placa de fenolite cortada nas dimensões corretas.

 

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Figura 4.5: Placa de fenolite com tamanho correto.

 

- Passo 4: Limpeza

Através de movimentos suaves e circulares, realiza-se a limpeza da placa a fim de remover o excesso de gordura presente no cobre. Para isso basta utilizar um pouco de palha de aço (bombril) até o cobre ficar com uma aparência brilhante. Veja na figura 4.6, a placa totalmente limpa.

 

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Figura 4.6: Placa totalmente limpa com palha de aço.

 

- Passo 5: Fotocópia

Com a ideia de preservar a revista, livro, ou folha de onde foi tirado (ou desenhado) o lay-out é recomendável que se tire uma fotocópia (xeróx) da página, para então passar a marcação dos furos (figura 4.7).

 

 

Figura 4.7: Fotocópia da revista de onde o lay-out será copiado.

 

- Passo 6: Marcação dos furos

 

Para executar os furos nas posições corretas, seguindo o lay-out, é necessário efetuar a marcar dos mesmos na placa de fenolite. Para isso, prenda a placa no verso do xérox com fita crepe. Após, com batidas suaves de martelo, marque os furos, um a um, das ilhas contidas no lay-out. Acompanhe este procedimento na figura 4.8.

 

 

Figura 4.8: Prendendo com fita crepe a placa de fenolite virgem no verso da folha de xérox do lay-out (A). Efetuando a marcação dos furos com o martelo (B). Placa de fenolite com todos os furos marcados.

 

- Passo 7: Furando

 

Após ter todos os furos devidamente marcados com auxílio de martelo e punção, chegou a hora de executá-los. A grande maioria dos componentes eletrônicos, apresentam terminais que passam tranquilamente em furos de 1mm, que é o tamanho de broca menor e mais fácil de se encontrar nas lojas de ferragens. Há lojas especializadas em componentes eletrônicos, que disponibilizam a venda brocas de 0,7mm, que é o tamanho que melhor se encaixa para circuitos integrados e transistores pequenos, por exemplo. Mas, se sua placa apresentar circuitos integrados e transistores pequenos, pode utilizar broca de 1mm sem problemas. Alguns componentes como relés, trimpots antigos e outros, por sua vez, poderão apresentar terminais que haja necessidade de furos um pouco maiores como 1,5 ou 2mm, aí cabe ao projetista verificar qual broca utilizar. Os furos pequenos podem ser feitos com mini furadeira ou perfurador de placas conforme descrito no item que fala sobre as ferramentas necessárias. Utilize um pedaço de madeira ou plástico para apoiar a placa de fenolite. Para os furos de fixação da placa, recomenda-se o uso de broca de 3,5mm e furadeira de bancada. Veja o processo de furação na figura 4.9.

 

 

Figura 4.9: Executando com mini furadeira os furos para os componentes (A). Efetuando os furos de fixação da placa com furadeira de bancada (B). Placa de circuito impresso totalmente furada (C).

 

- Passo 8: Desenhando o circuito

 

Tendo-se os furos já realizados, fica mais fácil de copiar o lay-out para a placa de circuito impresso, inicie fazendo o contorno das ilhas e siga o traçado correspondente ao lay-out da PCI que deseja construir. Utilize caneta para desenho de circuito impresso ou mesmo caneta de retroprojetor. Aconselha-se o uso de régua transparente, para deixar a PCI o mais profissional possível. Para auxiliar no desenho, recomenda-se fixar a placa de fenolite sobre a bancada de trabalho. Utilize para isto fita dupla face ou mesmo fita crepe (figura 4.10).

 

 

Figura 4.10: Colando fica dupla face sobre a bancada para facilitar o desenho (A). Copiando o lay-out do circuito para a placa de fenolite (B). Lay-out totalmente desenhado na placa (C).

 

- Passo 9: Corrosão

 

Terminado o desenho, revise-o para ter certeza de que o copiou corretamente. Chegou a hora de corroer o excesso de cobre para obter-se o circuito impresso. Para isto, ponha a placa desenhada dentro de um recipiente de plástico ou vidro e adicione percloreto de ferro (solução pronta ou previamente preparada). Em dias mais frios ou quando o percloreto já estiver mais velho, pode-se acelerar o processo de corrosão deixando o recipiente em banho Maria. Cuidado para não tocar com as mãos no percloreto e nunca deixe que o mesmo atinja seus olhos. Aconselha-se uso de óculos de proteção durante o processo. O processo de corrosão dura uns 20 minutos quando o percloreto é novo e uns 40 a 60 minutos quando a solução já é mais velha. Monitore a corrosão utilizando para isso alguma pinça de plástico ou bastão, até observar que o excesso de cobre foi totalmente removido pelo percloreto.

 

 

Figura 4.11: Placa colocada no recipiente plástico para corrosão (A). Percloreto de ferro sendo derramado no recipiente (B).

 

- Passo 10: Removendo a tinta e o percloreto

 

Terminada a corrosão deve-se tirar a placa do recipiente contendo o percloreto com uma pinça plástica ou bastão e deixar na água corrente de uma torneira por cerca de 1 minuto. Após, limpa-se a tinta da caneta com álcool e um escova de dentes velha (figura 4.12).

 

 

Figura 4.12: Lavando a placa em água corrente por cerca de 1 minuto para remover totalmente o percloreto de sua superfície (A). Limpando a tinta da caneta com álcool e escova de dente (B). Placa corroída pronta para o processo de pintura (C).

 

Utilize um funil de plástico para devolver o percloreto utilizado em seu recipiente original. Jamais derrame-o na natureza. Quando perder a ação, entre em contato com o fornecedor para descarta-lo de forma sustentável. As questões ambientais devem ser observadas em quaisquer processos químicos.

 

- Passo 11: Pintura

 

A pintura da placa tem a função de proteger o cobre contra oxidação e gordura, que podem ocasionar problemas no circuito com o passar do tempo. Utilize tinta spray especial para esta função ou tinta tipo verniz (esta, porém, tem a desvantagem de só poder ser aplicada após a soldagem dos componentes). A solução adotada neste tutorial foi o uso de uma velha mistura, que apresenta bom desempenho, e pode ser realizada a pintura antes da soldagem dos componentes, pois a mesma se dissolve com o calor do ferro de solda. A mistura consiste em dosar álcool, breu e anilina. Álcool líquido comum pode ser obtido em qualquer supermercado e breu em lojas de tintas ou ferragens. Anilina nada mais é do que o corante, no caso, escolhemos o de cor verde, que é a cor mais utilizada nas placas de circuito impresso. Aplica-se a mistura com o pequeno pincel e espera-se cerca de 1 hora para secagem total (figura 4.13).

 

 

Figura 4.13: Pintando a placa de circuito impresso (A). Placa de circuito impresso pintada (B).

 

Com isto, conclui-se a construção artesanal da placa de circuito impresso, bastando efetuar a soldagem dos componentes na mesma (figura 4.14).

 

 

Figura 4.14: Placa de circuito impresso artesanal com os componentes soldados.

 

 

5 – Conclusão

 

Podemos concluir que o processo artesanal de construção de placas de circuito impresso não é tão complicado quanto parece. Para adquirir experiência e fazer montagens cada vez mais perfeitas, cabe ao projetista praticar ao máximo, adquirindo novos conhecimentos e até mesmo aperfeiçoando ainda mais o método. As técnicas aqui descritas podem ser aplicadas a quaisquer tipos de circuitos de face simples, seja de eletrônica ou de robótica. Está certo que a placa não apresenta um aspecto perfeito, mas supre a necessidade de se obter circuitos específicos para determinadas aplicações, sem a necessidade de mantê-los na protoboard ou mesmo em montagem de ponte de terminais.
Para placas ainda mais profissionais, contendo trilhas de circuito mais finas e complexas, recomenda-se o uso do método térmico de construção. Este, por sua vez, requer um investimento um pouco maior. Em outra oportunidade explanaremos sobre este método.

 

 

 

 

 

 

 


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